Som automotivo: como melhorar o que você tem no seu carro.

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Para ter um som legal você não precisa empilhar um monte de WOOFERS, SUB-WOOFERS, TWEETERS… e demais “palavrões” no porta-malas.

Segundo os especialistas, potência não é sinônimo de qualidade. Existem alguns pontos importantes em uma boa instalação e o primeiro é a qualidade dos alto-falantes.

Mas como escolher?

Entendendo as frequências

Vamos começar entendendo as frequências do som.

– frequências graves começam em 30 Hz e vão até 300Hz: nessa faixa ouvimos os contrabaixos e bumbos.

– frequências médias estão entre 300 e 3.000 Hz: ali estão a voz humana e boa parte dos instrumentos, como pianos, órgãos, violões, guitarras, etc

– frequências agudas partem de 3.000 Hz e vão até 20.000 Hz, como a do som de violinos, flautins e o canto dos pássaros.

 

Agora que conhece as 3 principais faixas de frequências, poderá entender por que existem estes 3 tipos básicos de alto-falantes:

– os de altas frequências são os tweeters; normalmente, se instala dois destes, um em cada coluna, ao lado do para-brisa;

– depois, temos os mid-range ou médios, que costumam ser instalados um em cada porta dianteira;

– e, por fim, o falante de baixa frequência, conhecidos como woofers ou sub-woofers. Este “falantão” é instalado no tampão atrás do banco traseiro ou acondicionado em uma caixa acústica dentro do porta malas.

O som ideal

Lembre-se de que o som ideal é aquele em que quem está no carro ouve todos os instrumentos de uma música. Tecnicamente falando, é o som que abrange a maior quantidade de frequências possíveis e com boa definição.

Boa parte dos chamados alto-falantes tri-axiais (peça única contendo tweeters, médios e woofer) não respondem bem em algumas frequências. Existem tri-axiais bons? Sim, porém os entendidos sugerem os 3 falantes separados.

Para ‘turbinar’

Agora, se você é daqueles que curtem um som de primeira linha, existe muita tecnologia à disposição no mercado. Divisores de frequência programados por computador, posicionamento de tweeter utilizando laser, forrações acústicas, e por aí vai.

Antes de tudo, procure um instalador que entenda dos princípios básicos da eletrônica, pois ele terá que fazer algumas contas para deixar o equipamento em equilíbrio principalmente em relação a distribuição de potência entre os graves e agudos. Explico: os canais de graves e agudos precisam de mais potência para serem ouvidos do que os sons médios.
Além de todo conhecimento técnico, busque por um instalador que possua experiência comprovada em outros veículos e em competições de som.
 

Cabos e conexões

E não adianta se preocupar só com os equipamentos. Cabos e conexões devem ser de primeira linha: não adianta ter um aparelho de qualidade, um bom autofalante e um cabo ruim.

Nada de fios cortado e emendados: nestas situações a perda de sinal é grande.

Por último, acompanhe a instalação. Bons profissionais são organizados e fazem um serviço limpo, com todos os cabos devidamente agrupados.

Uma espuma antichama é bem-vinda em volta dos cabos, para evitar ruídos. Os painéis de acabamentos que forem removidos devem ser recolocados com a mesma quantidade de grampos de fixação.

 

Fonte: Oficina do G1, por Denis Marum